Frédérique Le Lous Délpéch
Frédérique Le Lous Délpéch
(Francesa- Bretanha)
“Esta exposição fala sobre viagens, cartografias, caminhos… Inspirou-se em leituras, mitologias, portulanos, histórias de viagens. Para alguns livros trabalhei em conjunto com o autor Jean-Pierre Dalle e a designer de joias Marianne Maret que inseriu pequenos objetos de memória nas páginas.
Portugal, terra de grandes viajantes, Lisboa e a galeria Tinta pareciam estar em sintonia com os meus livros que agora ai vão fazer escala.
Nasci na Bretanha numa família de viajantes e marinheiros, cresci numa ilha do Oceano Índico e os meus livros contam, através das páginas, viagens, interiores e geográficas.
Os recortes feitos nas páginas são aberturas para horizontes surpreendentes, para nossas mitologias pessoais.”
(Frédérique Le Lous Délpéch)
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“Quem é esse ser vivo, homem ou mulher, que vemos ou adivinhamos à distância? É um outro.
A que grupo pertence? Como existe? E quem sou eu mesmo?
Talvez para o entender um pouco, nomeamos os povos e propomo-nos dar-lhes vida, uma história. Viajámos. Não é essa a essência da vida?”.
(Jean-Pierre Dalle)
Curriculum:
“Uma formação artística em Belas-Artes e um mestrado em estética na Sorbonne levaram-me a leccionar artes visuais num liceu.
O meu percurso artístico avançou para a gravura e o múltiplo e gradualmente para a produção de livros únicos.
Esses livros são feitos um a um na minha oficina e com poucos exemplares.
Muitas vezes são únicos e pintados ou impressos à mão.
Esses pequenos teatros de papel convidam todos a reencontrarem-se nos recortes e nas imagens poéticas das páginas.
Muitos livros encontraram o seu lugar em reservas de livros raros e preciosos, em mediatecas e em coleccionadores.
Normalmente falo de viagens, de andanças, do mar e das suas margens. São todos a história de um encontro com seres: um texto de autor, um papel feito à mão, uma artesã, uma coisinha recolhida.
Para esta exposição, em Lisboa, na galeria Tinta nos Nervos, apresento livros que falam de viagens, de pessoas, de territórios, de caminhos percorridos que fazem o que somos.”